Eu nem ia mesmo postar nada hoje... Mas depois de uma boa conversa com a melhor amiga, que mesmo de longe, longe, loooooonge, acha um tempo pra prestar solidariedade e, principalmente, para me ouvir, a alma fica renovada e aí - ZÁS - sai um post.
Renovar a alma é mais ou menos o que a blogueira do Sweet Grace, também lá de muito longe fez com essa cadeira aí da foto, antes velha e feia e agora servindo de assento para esse anjinho de olhos azuis. IDEIA DA ANDREA GUIM colocar esse cadeira como dica no blog dela, que visito todos os dias religiosamente. Pois é, Andréa, seu blog me inspirou e a cadeira vermelha é uma personificação da minha alma, que está ganhando tinta nova e vida nova depois de uma mão de tinta de encorajamento, solidariedade, alegria, aconselhamento e amizade verdadeira. Guta é o nome da artista, menina arteira, costuradeira, casamenteira, comadre das mais presentes, dessas que só se ganha de encomenda. Guta me deu de presente a sua palavra amiga - benditos sejam o inventor do telefone celular e todas as tecnologias do mundo virtual!
Fico pensando em quem vive sozinho nesse mundo de Deus, sem um único amigo verdadeiro com quem contar. Fico pensando nas tristezas não dispersadas, nas mágoas que não sararam, nos abraços que não foram dados, nas saudades não matadas, que esse tipo de gente deve acumular na sua pobre alma perambulante. Quanta cisma e amargor deve haver dentro desse coração, né? Feliz de mim que tenho água benta, terço, fé em Deus e Nossa Senhora e seu filho Jesus, que de gorjeta me mandam um ombro amigo onde encostar a cabeça de quando em vez! Como sou abençoada, mesmo com dor nas costas rsrsrs... (isso já está passando).
E agora, que estou de alma nova, tal e qual a cadeira da foto, recomendo que os interessados como eu no FAÇA VOCÊ MESMO, cliquem aqui pra acessar o PAP de quem inventou essa lindeza aí. Pois é nela que me inspirei pra também dar um trato nas cadeiras velhas lá de casa. É assim: as mudanças são boas quando começam de dentro da gente. BJs!
Foto: http://sweetgrace.typepad.com
textos, imagens, sons e ideias pra você pensar, se distrair, comentar, compartilhar, usar e abusar, tornando seu dia-a-dia melhor
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Renovando a alma
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quarta-feira, 14 de julho de 2010
I just called to say "I love it"
A dor nas costas e o recente mau humor por N questões não me deixam postar aqui há quatro dias. Estou me sentindo o mosquito do cocô do cavalo do bandido, se é que me entendem. Em frangalhos, meus nervos estão precisando de férias ou de um bom banho de sal grosso com ervas, bem ao estilo da Vovó Lídia. Sei que isso vai passar. Por isso, só passei aqui pra dizer alô e que não vou sumir de mim nem de vocês, poucos mas cativos leitores desse blog de carmiolices (como diria a minha querida Emília, boneca de pano que teria muito o que me ensinar, se eu a visitasse mais vezes). Alías, onde anda minha coleção do Monteiro Lobato, capa dura, ilustração de 1970, que ganhei aos 2 anos de idade do meu velho e amado pai, hein?
Vou tratar de resgatá-la urgentissimamente (lá vem outro personagem... dessa vez é o Odorico Parguaçu) do baú, lá em Curvelo, nas Gerais. Enquanto isso, vocês, mães e pais, tios, tias, avós e avôs, padrinhos e madrinhas, dêem um pouco desse remedinho aos seus pequenos enquanto eles ainda podem ouvi-los: leiam essas histórias pra eles. Leiam e mostrem as figuras ou apenas leiam e os deixem imaginar como seria (na imaginação é tudo mais colorido e bonito, já disse). Deixem que eles larguem por uns minutos a tela dos pcs, notebooks e ipods, para se deitaram sobre um livro de bom e antigo papel. Verão como olhos arregalados ou questionamentos infindáveis os transformarão em cientistas e escrivinhadores dos mais capazes. E o melhor: vão sentir saudade de estar perto de vocês quando vocês não mais estiverem próximos. E é essa saudade que preencherá de amor e de verdade a vida deles, da família deles. Tenho saudade dos livros de capa dura, dos cadernos encapados com gravuras de bichinhos recortados da folhinha, que minha mãe tão caprichosamente confeccionava quando entrei na escola. Tenho saudade do livro de receitas coberto com chita e do cheiro de bolo perfumando a casa da minha tia Maria. Tenho saudade das mãos fortes do meu pai, me levando pela rua em direção ao mercadinho onde ele mandava embrulhar uma maça em papel de seda roxo. Saudade da boneca de pano que chamei de Emília e que acabou toda riscada e cortada pela minha irmã mais nova depois de mais uma briga.
Vou tratar de resgatá-la urgentissimamente (lá vem outro personagem... dessa vez é o Odorico Parguaçu) do baú, lá em Curvelo, nas Gerais. Enquanto isso, vocês, mães e pais, tios, tias, avós e avôs, padrinhos e madrinhas, dêem um pouco desse remedinho aos seus pequenos enquanto eles ainda podem ouvi-los: leiam essas histórias pra eles. Leiam e mostrem as figuras ou apenas leiam e os deixem imaginar como seria (na imaginação é tudo mais colorido e bonito, já disse). Deixem que eles larguem por uns minutos a tela dos pcs, notebooks e ipods, para se deitaram sobre um livro de bom e antigo papel. Verão como olhos arregalados ou questionamentos infindáveis os transformarão em cientistas e escrivinhadores dos mais capazes. E o melhor: vão sentir saudade de estar perto de vocês quando vocês não mais estiverem próximos. E é essa saudade que preencherá de amor e de verdade a vida deles, da família deles. Tenho saudade dos livros de capa dura, dos cadernos encapados com gravuras de bichinhos recortados da folhinha, que minha mãe tão caprichosamente confeccionava quando entrei na escola. Tenho saudade do livro de receitas coberto com chita e do cheiro de bolo perfumando a casa da minha tia Maria. Tenho saudade das mãos fortes do meu pai, me levando pela rua em direção ao mercadinho onde ele mandava embrulhar uma maça em papel de seda roxo. Saudade da boneca de pano que chamei de Emília e que acabou toda riscada e cortada pela minha irmã mais nova depois de mais uma briga. Tenho saudade, mas não é uma saudade ruim. É uma saudade boa de se sentir, porque essas pequenas coisas preenchem minha história com aconchego, sabedoria e alegrias das quais me valho quando a tristeza ou dor chegam. Um bj a todos.
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quinta-feira, 8 de julho de 2010
A quatro mãos
Ops! Dois post hoje! Mas quando a cabeça está a mil, tom Blog da Lili!
Dizem que duas cabeças pensam melhor que uma. Digo que isso vale para a decoração, especialmente para o caso de quem sonha em ter uma bela estampa adornando sua sala ou quarto. O papel de parede voltou com tudo, dizem os entendidos do decor, e eu a-do-rei a notícia! Desde criança, lá no interiorzinho de Minas, via filmes na Sessão da Tarde ( pausa para remember: tudo a quatro mãos ou pés é melhor, né? Ai que saudade de ver Ginger Rogers e Fred Astaire rodopiando, ou o inimitável Jerry Lewis com Jean Martin, ai que saudade de quando a tv aberta era educativa em horário integral e não apenas nas quase madrugadas de sábado e domingo!). Bom, continuando... Desde criança eu via as paredes da tv cobertas com estampas lindas - e ainda que fosse em preto e branco (eu sou de 1968, gente!), eu imaginava as cores, as flores, os frufrus, com a vantagem de que na imaginação da gente tudo é muito mais colorido, mais bonito e vivo. Então eu sonhava em um dia ter na minha casa essas paredes. Mas no interior o máximo da decoração daquela época era um crochê da vovó ( que é lindíssimo e ta na moda hoje) ou os quadros pintados pela minha tia Maria Santana, que Deus a tenha. Papel de parede? Ninguém se arriscava. Só na capital, minha filha, e caro!, dizia minha tia entendida das artes.
Pois é. Hoje é tudo tão fácil, acessível, a um click da gente, né. Tem ainda quem ponha dificuldades, mas não é que achei na net um vídeo ensinando a por o bendito do papel de parede? Só que aí me lembrei das famosas duplas da minha infância (vai lá na parte do remember). Pois é que pra aplicar é preciso talento, disposição e uma mãozinha de um amigo, namorido, chegado e coisa e tal. O vídeo tá aí embaixo. E devo isso, mais uma vez ao DeCoeuração (Obrigada, obrigada, obrigada!).
Vou tratar de fazer la em casa. Já tô doidinha pra por minhas quatro mãos à obra - as minhas e as da Carol, minha amada filha primogênita que vive se queixando de que eu não falo dela aqui. Aí, filha: falei. Beijo-tchau!
Foto: http://heavypettingzoo.files.wordpress.com
How to Wallpaper from ferm LIVING shop on Vimeo.
COMO APLICAR PAPEL DE PAREDE A QUATRO MÃOS
Dizem que duas cabeças pensam melhor que uma. Digo que isso vale para a decoração, especialmente para o caso de quem sonha em ter uma bela estampa adornando sua sala ou quarto. O papel de parede voltou com tudo, dizem os entendidos do decor, e eu a-do-rei a notícia! Desde criança, lá no interiorzinho de Minas, via filmes na Sessão da Tarde ( pausa para remember: tudo a quatro mãos ou pés é melhor, né? Ai que saudade de ver Ginger Rogers e Fred Astaire rodopiando, ou o inimitável Jerry Lewis com Jean Martin, ai que saudade de quando a tv aberta era educativa em horário integral e não apenas nas quase madrugadas de sábado e domingo!). Bom, continuando... Desde criança eu via as paredes da tv cobertas com estampas lindas - e ainda que fosse em preto e branco (eu sou de 1968, gente!), eu imaginava as cores, as flores, os frufrus, com a vantagem de que na imaginação da gente tudo é muito mais colorido, mais bonito e vivo. Então eu sonhava em um dia ter na minha casa essas paredes. Mas no interior o máximo da decoração daquela época era um crochê da vovó ( que é lindíssimo e ta na moda hoje) ou os quadros pintados pela minha tia Maria Santana, que Deus a tenha. Papel de parede? Ninguém se arriscava. Só na capital, minha filha, e caro!, dizia minha tia entendida das artes.
Pois é. Hoje é tudo tão fácil, acessível, a um click da gente, né. Tem ainda quem ponha dificuldades, mas não é que achei na net um vídeo ensinando a por o bendito do papel de parede? Só que aí me lembrei das famosas duplas da minha infância (vai lá na parte do remember). Pois é que pra aplicar é preciso talento, disposição e uma mãozinha de um amigo, namorido, chegado e coisa e tal. O vídeo tá aí embaixo. E devo isso, mais uma vez ao DeCoeuração (Obrigada, obrigada, obrigada!).
Vou tratar de fazer la em casa. Já tô doidinha pra por minhas quatro mãos à obra - as minhas e as da Carol, minha amada filha primogênita que vive se queixando de que eu não falo dela aqui. Aí, filha: falei. Beijo-tchau!
Foto: http://heavypettingzoo.files.wordpress.com
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COMO APLICAR PAPEL DE PAREDE A QUATRO MÃOS
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Ela, ela, ela, vuvuzela!
Sergeant Fu - Vuvuzela from Dale Ballantine on Vimeo.
A Copa está no fim. Mas antes que isso acontecesse e eu assistisse a Holanda (vou torcer pelos que derrotaram o Brasil porque eles são realmente incríveis) ser campeã pela primeira vez, essa musiquinha grudou nos meus ouvidos. Não deu pra resistir. A letra é uma sátira ao mais irritante instrumento de manifestação dos torcedores nesta Copa do Mundo de Futebol. E a melodia é fofa, principalmente por causa da vozinha suave e ingênua do intéprete do Sargeant Fu!, banda que está bombando na internet e em rádios de todo mundo com a música sobre a Vuvuzela.
O clip é inteligente e engraçado, com uma fotografia doce e interessante. Em certos pontos, lembra a brincadeira dos Mamonas Assassinas (quem não se lembra deles com o Sabão Cra-Cra e Brasília Amarela?). Muito bom mesmo. Confira o video! Se não vizualizar a imagem, clique aqui
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Dicas de DeCoeuração para grana curta
Essa dicas não são minhas. A minha dica é o blog DeCoeuração, que vivo citando aqui. Pensei nele hoje no trabalho, quando um colega, o Bruno, visitou o Blog da Lili pela primeira vez. Quem é que não quer um cantinho da casa mais charmoso, um lugar aconchegante pra ler um livro, uma mesa bonita para um jantar especial, uma dica de presente, ou mesmo um toque para uma dúvida qualquer dessa vida-louca-vida? Pois é. Então vai aqui a dica para as dicas (rsrsrs).
Vai dizer que esse primor de poltrona de chita não te conquistou? Sabe quanto custa o metro desse tecido hiper-super-mega-ultra brasileiro? R$5. Quer fazer uma transformation na sua casinha e ta faltando grana? A cabeça ta cheia de ideias, mas você não sabe como por em prática? Aqui você mata a cobra e mostra o pau. Beijo-tchau!
Foto: Casa&Jardim
Vai dizer que esse primor de poltrona de chita não te conquistou? Sabe quanto custa o metro desse tecido hiper-super-mega-ultra brasileiro? R$5. Quer fazer uma transformation na sua casinha e ta faltando grana? A cabeça ta cheia de ideias, mas você não sabe como por em prática? Aqui você mata a cobra e mostra o pau. Beijo-tchau!
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terça-feira, 6 de julho de 2010
As cores e dores de Frida
Pois então. Hoje é aniversário da Frida Kahlo. O nosso amigo Google está homenageando e eu tomei emprestada a homenagem. Boa lembrança. Frida foi mais que uma mulher excêntrica, com suas "monocelhas" e estética questionável. Não era uma simples pintora fazendo marketing de sua feiura (?) também. Não começou a pintar cedo como a maioria dos grandes ícones da pintura, mas como alguns eles traduziu nas telas e no modo de se vestir as agruras que viveu e sua ironia e sarcasmo diante da vida.
Mais que uma pintora de grande sucesso, Frida Kahlo difundiu - embora despropositadamente ao que parece - o uso das cores como catarse para a obscuridade do seu universo particular, rico em acidentes como o que sofreu ainda moça e onde teve a coluna partida e a vagina perfurada (tema do quadro Coluna Partida, abaixo). Vale dar uma espiada na sua página oficial e viajar um pouco nas cores de suas obras e de seus vestidos e enfeites de cabelo. Eles falam sobre sofrimento, dor e ao mesmo tempo sobre a possível beleza da vida - tudo que estava por detrás dos pensamentos de uma mulher de personalidade forte, persistente o bastante para sobreviver a pequenas tragédias cotidianas e grandes tragédias em poucos 47 anos. Contestou sua condição de "aleijada" ou "deficiente", pensou suas próprias roupas e adereços, ousou não ter filhos quando era normal que todas tivessem, envolveu-se com outras mulheres, embora parecesse amar desmedidamente o homem com quem se casou por duas vezes, pintou sua realidade disfarçada de surrealismo (como ela própria uma vez teria dito). Viveu com todas as suas forças, mas paradoxalmente deixou escrito no dia da morte: "espero que minha partida seja feliz e que eu nunca mais retorne". Repetindo a própria Natureza, ela seguiu seu curso e achou um caminho, embora tortuoso. Agarrou-se às cores da vida enquanto pode. E talvez as tenha deixado de lado quando sentiu que não havia mais cores a pintar. Independetemente de sua vida pessoal, a obra de Frida continua atual e isso lhe tem valido homenagens, como a do grupo Coldplay, no excelente Viva La Vida, música título do penúltimo album da banda.
E pra fechar esse post, trechos da música da brasileiríssima e genial Adriana Calcanhoto, Esquadros, que marcou o meu período de estudante na PUG-MG,e em Beagá, e foi tema de trabalho de fim de curso:
Eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que não sei o
nome.
Cores de Almodóvar, cores de Frida Kahlo, cores.
(...)
Pela janela do quarto, pela janela do carro,
Pela tela, pela janela,
Quem é ela, quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado, remoto controle.
Mais que uma pintora de grande sucesso, Frida Kahlo difundiu - embora despropositadamente ao que parece - o uso das cores como catarse para a obscuridade do seu universo particular, rico em acidentes como o que sofreu ainda moça e onde teve a coluna partida e a vagina perfurada (tema do quadro Coluna Partida, abaixo). Vale dar uma espiada na sua página oficial e viajar um pouco nas cores de suas obras e de seus vestidos e enfeites de cabelo. Eles falam sobre sofrimento, dor e ao mesmo tempo sobre a possível beleza da vida - tudo que estava por detrás dos pensamentos de uma mulher de personalidade forte, persistente o bastante para sobreviver a pequenas tragédias cotidianas e grandes tragédias em poucos 47 anos. Contestou sua condição de "aleijada" ou "deficiente", pensou suas próprias roupas e adereços, ousou não ter filhos quando era normal que todas tivessem, envolveu-se com outras mulheres, embora parecesse amar desmedidamente o homem com quem se casou por duas vezes, pintou sua realidade disfarçada de surrealismo (como ela própria uma vez teria dito). Viveu com todas as suas forças, mas paradoxalmente deixou escrito no dia da morte: "espero que minha partida seja feliz e que eu nunca mais retorne". Repetindo a própria Natureza, ela seguiu seu curso e achou um caminho, embora tortuoso. Agarrou-se às cores da vida enquanto pode. E talvez as tenha deixado de lado quando sentiu que não havia mais cores a pintar. Independetemente de sua vida pessoal, a obra de Frida continua atual e isso lhe tem valido homenagens, como a do grupo Coldplay, no excelente Viva La Vida, música título do penúltimo album da banda.
E pra fechar esse post, trechos da música da brasileiríssima e genial Adriana Calcanhoto, Esquadros, que marcou o meu período de estudante na PUG-MG,e em Beagá, e foi tema de trabalho de fim de curso:
Eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que não sei o
nome.
Cores de Almodóvar, cores de Frida Kahlo, cores.
(...)
Pela janela do quarto, pela janela do carro,
Pela tela, pela janela,
Quem é ela, quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado, remoto controle.
Ilustrações retiradas da internet (Google Imagens).
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segunda-feira, 5 de julho de 2010
Ela também ama galinhas
Gente, só passei pra dizer que também sou apaixonada por galinhas.
A Priscilla, do Minha Casa, Minha Vida tb é. Fazemos parte de um clube de mulheres que gostam das penosas povoando nossas cozinhas e áreas de serviço ou lazer, além de sítios e quintais.
Essa aí da foto é da Priscilla. Charmosa, né não?
Tenho muitas na meu "pequeno galinheiro urbano" e ao vê-las me sinto mais perto de minhas raízes. Fui criada de pé no chão, pisando na terra e estendendo roupa no varal. Já corri muito atrás dessas pintadas e das amarelas, pretas, marrons e vermelhas. E já panhei muito ovinho no ninho. Ai que delícia...
Meus filhos infelizmente não tiveram esse prazer. Não sabem, nem de longe, o que é a sensação de segurar um ovo recém saído de dentro de uma cocó, olhar e voltar com ele ao ninho, pra depois ver um pintinho amarelinho saindo de dentro.
Minha filha Maria Antônia viu uns pintinhos nascendo outro dia. Dentro de uma chocadeira elétrica, lá no nosso sítio, onde o namorido achou de criar galinha caipira como "empreendimento". Ela ficou hooooooras observando aquela arte da vida misturada com tecnologia. Deus fez a galinha botar o ovo e o homem entrou com a chocadeira. Fazer o quê, se essa raça humana tem pressa de tudo? Até de criar galinhas!
Por isso, olhando minhas penosas - Tereza, Maricota, Marieta, Julieta, Conceição, Lili, Terência, Joaquinha, entres as mais de vinte que tenho na cozinha - me sinto um pouco mais paciente e perto da vida sem pressa. Cada uma garimpada num canto das Minas Gerais por onde passei ou noutras terras. Até de Goiânia veio uma! Aí, só fritando um ovo molinho e comendo com arroz, feijão, molho de mamão verde e pimenta. Ai, ai...
A Priscilla, do Minha Casa, Minha Vida tb é. Fazemos parte de um clube de mulheres que gostam das penosas povoando nossas cozinhas e áreas de serviço ou lazer, além de sítios e quintais.
Essa aí da foto é da Priscilla. Charmosa, né não?
Tenho muitas na meu "pequeno galinheiro urbano" e ao vê-las me sinto mais perto de minhas raízes. Fui criada de pé no chão, pisando na terra e estendendo roupa no varal. Já corri muito atrás dessas pintadas e das amarelas, pretas, marrons e vermelhas. E já panhei muito ovinho no ninho. Ai que delícia...
Meus filhos infelizmente não tiveram esse prazer. Não sabem, nem de longe, o que é a sensação de segurar um ovo recém saído de dentro de uma cocó, olhar e voltar com ele ao ninho, pra depois ver um pintinho amarelinho saindo de dentro.
Minha filha Maria Antônia viu uns pintinhos nascendo outro dia. Dentro de uma chocadeira elétrica, lá no nosso sítio, onde o namorido achou de criar galinha caipira como "empreendimento". Ela ficou hooooooras observando aquela arte da vida misturada com tecnologia. Deus fez a galinha botar o ovo e o homem entrou com a chocadeira. Fazer o quê, se essa raça humana tem pressa de tudo? Até de criar galinhas!
Por isso, olhando minhas penosas - Tereza, Maricota, Marieta, Julieta, Conceição, Lili, Terência, Joaquinha, entres as mais de vinte que tenho na cozinha - me sinto um pouco mais paciente e perto da vida sem pressa. Cada uma garimpada num canto das Minas Gerais por onde passei ou noutras terras. Até de Goiânia veio uma! Aí, só fritando um ovo molinho e comendo com arroz, feijão, molho de mamão verde e pimenta. Ai, ai...
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