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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Parei de brincar

Hoje no 7X7, blog de Época, a Isabel Clemente, moça que adoro ler, fala sobre Brincadeiras para dias de muito cansaço. Sabe aquelas que toda mãe deveria ter de cor? Então, se é mãe, especialmente de coisinhas fofas com idade entre 8 e 3 anos, leia. Eu confesso que li e me bateu uma nostalgia que me fez escrever um comentário pra Isabel que é uma verdadeira choradeira. Por via das dúvidas, tô postando o dito aqui, pra que eu não o perca de vista e me lembre de tudo quando eles - os meus - estiverem com 25, 19 e 14. E como para as mães todo tempo passa muito rápido, vai ser daqui um tiquinho...
(Ilustração de Cora Ribeiro, em colaboração com o Blog 7x7 - 02/08)
 Para Isabel Clemente (Blog 7x7 de Época):
EU QUERO... quero muito que hoje, quando chegar em casa, meus filhos de 18, 15 e 10 anos estejam todos com 8, 5 e 3 anos pra eu poder fazer isso tudo com eles... Por enquanto, Isabel, enquanto seus textos me emocionam, sinto uma ponta de inveja e um tantinho assim de tristeza porque penso que, como ontem, quando chego em casa, um está na tv, outro no computador do quarto e outro no netbook que ganhou do pai por ter passado na primeira etapa do vestibular (esse brinquedinho está me afastando dela...quero brincar disso mais não!). A de 10 ainda me pede algumas coisas - que tenho me policiado pra atender, como ir ao parque de diversões num dia em que tenho zilhões de coisas, coisinhas e coizonas pra fazer em casa e fora de casa porque senão durante a semana a casa não anda: supermercado, faxina, lavar roupa, mandar cachorro pro pet, feira, terminar a pintura da casa, que está na metade e ler um livro que eu tb preciso por a cabeça no lugar. Aí eu, como ontem, o de 15, freudiano precoce, começa a me analisar como se eu fosse culpada porque resolvi que ele não pode mais brincar daquele jogo estranho na internet; a de 18 deu pra ignorar meus apelos por uma colaboração mais efetiva na arrumação da casa e boicotar as xícaras sujas dos irmãos na pia; e a de 10 não se conforma porque a mais velha monopoliza o controle e quer que eu lhe dê o sofá. Entre uma coisa e outra, saio catando coisas pela casa, brigo com a Morena porque fez xixi onde não devia, ponho roupa na máquina, mando todo mundo jantar, lavo louça, vejo o dever de casa, converso com minha mãe que quer um conselho e quando vejo, já é meia-noite e eu to prestes a virar abóbora. Ufa!!! Isabel... tem alguma brincadeirinha aí no seu chapéu mágico pra resolver minha vida depois das 19h30? Bj e obrigada pelo post delicioso. Me deu saudade...

quarta-feira, 16 de março de 2011

Do escritório pra cozinha



Gentes!
Acabo de ler o post "Os Melhores Aplicativos para Aprender a Cozinhar" da Margarida Telles, no 7X7. Aliás, o blog das sete mulheres de Época está cada vez melhor!
Se você quer cozinhar e não tem tempo, leia. Se quer cozinhar e não sabe, leia. Se acha que não vai aprender a cozinhar algo fora do arroz-bife-batata-frita-salada, leia! E se não gosta de por os pés na cozinha a não ser pra dar ordens, please (!) leia urgente.
Nunca se sabe quando a necessidade de fazer aquela vista pra uma visita ou pra alguém que a gente quer agradar, né? Margarida, esperta, dá dicas de apps interessantes que estão aí, ao alcance de um click, pra nos socorrer. E viva a tecnologia!


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Coragem, aonde você andava?

Já falei aqui sobre o que o medo pode fazer às pessoas. Digo e repito que o medo deve ser um motor e não um freio. Me lembrei disso ontem.
Uma amiga foi fazer a primeira tatuagem de sua vida após 20 anos de longa espera por... coragem!  E agora ela sabe que não era assim tão bicho-papão esse  negócio de pintar a pele. A partir daí passou a fazer coisas que há muito tempo vinha precisando e desejando muito fazer, e que havia protelado ou deixado de lado porque o medo a impedia - medo de errar, de arriscar, de ser rejeitada de novo, de levar um não como resposta, de que as pessoas não a achassem boa o suficiente para que fizesse parte da vida delas. Medo de quase tudo, disfarçado de boa-vontade, camuflado entre vários "sim" ditos de sorriso no rosto, como se tivesse tomando um sorvete, quando na verdade estava provando remédios amargos.
Minha amiga me deu muito orgulho, porque hoje posso dizer que ela (não por caua da tatuagem, mas pelo que ela significou nesse momento), é uma mulher que resolveu tornar-se protagonista da própria vida (como disse um personagem do filme "O amor não tira férias" - assistam!). Minha amiga, claro, tinha  absoluta certeza do que estava sendo marcado para sempre no próprio corpo, e, a cada movimento do tatuador, essa certeza ia aumentando e uma emoção grande tomando conta de sua alma, como se ali, junto com a tinta, estivesse sendo pintada a verdadeira mulher por detrás daquele corpo.
A coragem da minha amiga que, alías, ficou absolutamente feliz com o resultado e com a sua atitude depois de tanto tempo esperando por esse momento, é um marco e fica aqui registrado, como minha homenagem a ela e inspiração para outras. Não para que saiam fazendo tatoos por aí - que isso é coisa muito pessoal - mas para que ajam de forma a não se arrependerem do que não fizeram. Creiam: isso é muito pior do que se arrepender do que se fez.
Foto e tatuagem: Leo Lobinho/Pietá Studio de Tatuagem/Belo Horizonte (MG)

terça-feira, 6 de julho de 2010

As cores e dores de Frida

Pois então. Hoje é aniversário da Frida Kahlo. O nosso amigo Google está homenageando e eu tomei emprestada a homenagem. Boa lembrança. Frida foi mais que uma mulher excêntrica, com suas "monocelhas" e estética questionável. Não era uma simples pintora fazendo marketing de sua feiura (?) também. Não começou a pintar cedo como a maioria dos grandes ícones da pintura, mas como alguns eles traduziu nas telas e no modo de se vestir as agruras que viveu e sua ironia e sarcasmo diante da vida.
Mais que uma pintora de grande sucesso, Frida Kahlo difundiu - embora despropositadamente ao que parece - o uso das cores como catarse para a obscuridade do seu universo particular, rico em acidentes como o que sofreu ainda moça e onde teve a coluna partida e a vagina perfurada (tema do quadro Coluna Partida, abaixo). Vale dar uma espiada na sua página oficial e viajar um pouco nas cores de suas obras e de seus vestidos e enfeites de cabelo. Eles falam sobre sofrimento, dor e ao mesmo tempo sobre a possível beleza da vida - tudo que estava por detrás dos pensamentos de uma  mulher de personalidade forte,  persistente o bastante para sobreviver a pequenas tragédias cotidianas e grandes tragédias em poucos 47 anos. Contestou sua condição de "aleijada" ou "deficiente", pensou suas próprias roupas e adereços, ousou não ter filhos quando era normal que todas tivessem, envolveu-se com outras mulheres, embora parecesse amar desmedidamente o homem com quem se casou por duas vezes, pintou sua realidade disfarçada de surrealismo (como ela própria uma vez teria dito). Viveu com todas as suas forças, mas paradoxalmente deixou escrito no dia da morte: "espero que minha partida seja feliz e que eu nunca mais retorne".   Repetindo a própria Natureza, ela seguiu seu curso e achou um caminho, embora tortuoso. Agarrou-se às cores da vida enquanto pode. E talvez as tenha deixado de lado quando sentiu que não havia mais cores a pintar. Independetemente de sua vida pessoal, a obra de Frida continua atual e isso lhe tem valido homenagens, como a do grupo Coldplay, no excelente Viva La Vida, música título do penúltimo album da banda.
E pra fechar esse post, trechos da música da brasileiríssima e genial Adriana Calcanhoto, Esquadros, que marcou o meu período de estudante na PUG-MG,e em Beagá, e foi tema de trabalho de fim de curso:

Eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que não sei o



nome.


Cores de Almodóvar, cores de Frida Kahlo, cores.


(...)


Pela janela do quarto, pela janela do carro,


Pela tela, pela janela,


Quem é ela, quem é ela?


Eu vejo tudo enquadrado, remoto controle.





A
Ilustrações retiradas da internet (Google Imagens).