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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Manifesto de Mizuneiro

Tum-tum/ tum-tum...
Abro os olhos/é manhã/pro chuveiro/acordar/calço o tênis/visto a roupa/vou malhar/abro a porta/desco a escada/subo a rua/vejo a estrada/na batida/da passada/canto a música/sinto o vento/roubo o tempo/do relógio/olho a reta/faço a curva/penso alto/quero mais/meus limites/o trabalho/a fatura/o espelho/a fissura/as crianças/a escola/pesadelos/catapora/a passada/piso certo/corro um mundo/vou pra longe/deixo tudo/para trás/a estrada/a passada/eu comigo/meu melhor/do relógio/roubo o tempo/eu por dentro/quero mais/sou capaz/vou no ritmo/olho a curva/pego a reta/pego a chuva/lavo a alma/o portão/a escada/abro a porta/to em casa/pro chuveiro/num segundo/tiro o tênis/fecho os olhos/mais um dia/coração.
Mi-zu-no/Mi-zu-no/Mi-zu-no...
Texto: Lidiana Braziolli

quarta-feira, 30 de março de 2011

It's beautiful day

No início deste ano eu estabeleci prioridades, que anotei no meu Caderno de Receitas para Ser Feliz. Algumas delas eu contei aqui no post Minha Lista de Desejos para 2011 , outras estão ainda lá, top secret. Confesar desejos não é coisa que se faça com qualquer um, principalmente porque dependendo do desejo a gente pode pagar o maior micão, como diz meu Serginho. Aos 14, bigodinhos nascendo e voz mudando, ele me faz refletir sobre mim mesma, mais do que todos os sermões e palestras de auto-ajuda que já ouvi. E foi dele que ouvi, no início de 2011, as piores verdades.
Ele me falou que eu vivia mentindo pra mim mesma. Que não era capaz de apostar nos meus sonhos e que vivia dizendo a ele o que fazer com os dele. Disse que eu não tinha coragem de assumir as coisas de que realmente gosto com a desculpa de que estava lhes poupando (a ele e às irmãs) de algum sacrifício e que isso fazia com que ele se sentisse culpado sempre que eu desistia de fazer alguma coisa ou fingia não querer algo. Me jogou, assim, na cara, o fato de ter feito algumas más escolhas e de ficar me culpando ou a outras pessoas por isso o resto da vida, sem fazer algo que realmente mude a situação. Daí ele emendou pra parte da exemplificação. Sabe como são os adolescentes, são muito práticos e rápidos no gatilho. Enquanto ele derramava o leite, eu via a minha vaquinha indo para o brejo (sabe aquela história da vaquinha que um monge empurrou ladeira abaixo pra que uma família de roceiros mudasse de atitude? Então. Foi mais ou menos assim).
Tomei uma garrafa de vinho depois dessa conversa, ao som do U2, banda que amo desde que tinha vinte e poucos anos. E foi ao som de Beautiful Day que peguei  na carteira uma amassada lista amarela, a minha velha Lista de Botas (aquela que o Morgan Freeman e o Jack Nicholson fizeram no filme Antes de Partir). Busquei  um caderno e botei o título: Caderno de Receitas para Ser Feliz.  Decidi passar a minha listinha secreta a limpo e transformá-las em algo que pudesse sair do papel. E o primeiro ítem foi justamente ir a um show deles, a banda do Bono.
Não digam que isso é filosofia  à la Rhonda Byrne, porque não é. Eu já sabia àquelas alturas do mês de janeiro que eles viriam ao Brasil. Mas sabe quando você boicota os próprios sonhos e passa a fazer de conta que eles não existem, se sentindo ridícula por pensar naquilo a certa altura da vida? Era assim que eu me sentia em relação a um dia ir a um estádio ver Bono e The Edge. Não me imaginava de verdade largando os três pimpolhos em casa e curtindo a noite com a banda que marcou uma época da minha vida e ainda continua me emocionando. Pois é. Fui pensando nisso e sorvendo o lambrusco gelado. Dou razão aos médicos que dizem que uma taça de vinho por dia faz muito bem ao coração. E digo que uma garrafa de vez em quando (sem apologia, por favor) faz bem à alma. À medida que o ritmo da música ia aumentando, aumentando, como frenéticas passadas de um treino de corrida, os meus sonhos foram pulando para o papel e minha decisão de realizá-los ficando mais forte. Fui dormir exausta de tanto imaginar como seria cada uma daquelas minhas pequenas e grandes loucuras. Mas hoje estou aí. Correndo, mudando minha vida. Planejando os detalhes de uma viagem. Estudando duas outras línguas. Dançando. Escrevendo. Fazendo as coisas acontecerem. E vou ao show do U2. Sozinha. Quer dizer... vão uns amigos...
E como eu digo: filho dá trabalho, mas é a melhor coisa do mundo quando a gente sabe ouvir e se deixa amar.

"It's a beautiful day/ Don't let it get away/ It's a beautiful day
Touch me,Take me to that other place/Teach meI, know I'm not a hopeless case"

(Beautiful Day - Adam Clayton / Bono Vox / Larry Mullen Jr. / The Edge)

terça-feira, 29 de março de 2011

Corra, Lili, Corra!

Não consigo pensar em outra coisa. Correr em Amsterdam virou ideia fixa.
Mas o mais legal é conhecer um monte de gente interessante e com ideias parecidas com as minhas, antes mesmo de entrar nesse grande desafio.
Pra quem não sabe do que estou falando, trata-se da WEBSERIE Mizuno, uma promoção da marca de tênis para incentivar novos corredores. Os quatro selecionados (dois homens e duas mulheres) irão passar por um treinamento especial, acompanhados por uma equipe da Mizuno durante sete meses e em outubro correrão a maratona de Amsterdam.
Não precisa nem dizer o quanto isso mexe com o imaginário da gente. E, melhor, o quanto a gente é impulsionado a correr. Eu, por exemplo, tinha dado um tempo devido às dores terríveis nos tornozelos. Eles doem durante o treino e incham no dia seguinte à corrida. Minha pisada é pronada. Não entenderam? Este é mais um jargão do vocabulário dos corredores que aprendi recentemente. Até pouco tempo eu sequer sabia que existem "pisadas" diferentes e que cada uma determina o jeito como o corredor se desempenha na pista. Antes eu dava a mínima pra escolha do tênis. Agora já estou louquinha pra comprar um que melhore minha pisada e alivie as dores que sinto.
Só de me inscrever na webserie Mizuno estou mais voltada pra esse mundo feito de suor, alto astral, tênis, cronômetros e lágrimas (de alegria ou dor). Comentei sobre isso com uma nova amiga da web. Ela só respondeu: "bem-vinda ao mundo dos mizuneiros, Lili".

quarta-feira, 16 de março de 2011

Do escritório pra cozinha



Gentes!
Acabo de ler o post "Os Melhores Aplicativos para Aprender a Cozinhar" da Margarida Telles, no 7X7. Aliás, o blog das sete mulheres de Época está cada vez melhor!
Se você quer cozinhar e não tem tempo, leia. Se quer cozinhar e não sabe, leia. Se acha que não vai aprender a cozinhar algo fora do arroz-bife-batata-frita-salada, leia! E se não gosta de por os pés na cozinha a não ser pra dar ordens, please (!) leia urgente.
Nunca se sabe quando a necessidade de fazer aquela vista pra uma visita ou pra alguém que a gente quer agradar, né? Margarida, esperta, dá dicas de apps interessantes que estão aí, ao alcance de um click, pra nos socorrer. E viva a tecnologia!