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domingo, 8 de setembro de 2013

GOSTOU? PEDE UM!

Tendência geral nos anos 1980, ter um vestido desenhado exclusivamente pra gente era o máximo. Me lembro da primeira vez que minha mãe me levou a um estilista pra escolher o modelo que usaria no meu baile de debutante (taí outra coisa que está voltando aos poucos, só que repaginadíssimo, claro).  Então. O post hoje traz croquis (é assim que se chamam os desenhos de moda) feitos por um jovem talento da moda. O BLOG DA LILI teve acesso a alguns modelitos  elaborados para algumas beldades de São Paulo e Rio, baseados nas tendências de Milão, Paris, Nova Iorque e Berlim, com um toque tropical. As cores fortes, as rendas, especialmente as de algodão, salpicadas de minúsculos strass, plumagens, ombros de fora e cintura marcada não faltaram.
Não posso dizer muita coisa, mas garanto que já escolhi meu modelito - exclusivíssimo - que usarei no casamento do meu irmão no ano que vem. Vejam, apaixonem-se e, se quiserem, podem copiar estes, desde que tirem uma foto depois e mandem pra cá, mostrando como ficou. Essa coisa de ver a obra sair do papel é simplesmente o must!
E aí? Vai dizer que nunca sonhou com um vestido exclusivo pra chamar de seu? A estilista da M.A.R.B.R adora receber comentários. Por isso, fique à vontade.






terça-feira, 6 de julho de 2010

As cores e dores de Frida

Pois então. Hoje é aniversário da Frida Kahlo. O nosso amigo Google está homenageando e eu tomei emprestada a homenagem. Boa lembrança. Frida foi mais que uma mulher excêntrica, com suas "monocelhas" e estética questionável. Não era uma simples pintora fazendo marketing de sua feiura (?) também. Não começou a pintar cedo como a maioria dos grandes ícones da pintura, mas como alguns eles traduziu nas telas e no modo de se vestir as agruras que viveu e sua ironia e sarcasmo diante da vida.
Mais que uma pintora de grande sucesso, Frida Kahlo difundiu - embora despropositadamente ao que parece - o uso das cores como catarse para a obscuridade do seu universo particular, rico em acidentes como o que sofreu ainda moça e onde teve a coluna partida e a vagina perfurada (tema do quadro Coluna Partida, abaixo). Vale dar uma espiada na sua página oficial e viajar um pouco nas cores de suas obras e de seus vestidos e enfeites de cabelo. Eles falam sobre sofrimento, dor e ao mesmo tempo sobre a possível beleza da vida - tudo que estava por detrás dos pensamentos de uma  mulher de personalidade forte,  persistente o bastante para sobreviver a pequenas tragédias cotidianas e grandes tragédias em poucos 47 anos. Contestou sua condição de "aleijada" ou "deficiente", pensou suas próprias roupas e adereços, ousou não ter filhos quando era normal que todas tivessem, envolveu-se com outras mulheres, embora parecesse amar desmedidamente o homem com quem se casou por duas vezes, pintou sua realidade disfarçada de surrealismo (como ela própria uma vez teria dito). Viveu com todas as suas forças, mas paradoxalmente deixou escrito no dia da morte: "espero que minha partida seja feliz e que eu nunca mais retorne".   Repetindo a própria Natureza, ela seguiu seu curso e achou um caminho, embora tortuoso. Agarrou-se às cores da vida enquanto pode. E talvez as tenha deixado de lado quando sentiu que não havia mais cores a pintar. Independetemente de sua vida pessoal, a obra de Frida continua atual e isso lhe tem valido homenagens, como a do grupo Coldplay, no excelente Viva La Vida, música título do penúltimo album da banda.
E pra fechar esse post, trechos da música da brasileiríssima e genial Adriana Calcanhoto, Esquadros, que marcou o meu período de estudante na PUG-MG,e em Beagá, e foi tema de trabalho de fim de curso:

Eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que não sei o



nome.


Cores de Almodóvar, cores de Frida Kahlo, cores.


(...)


Pela janela do quarto, pela janela do carro,


Pela tela, pela janela,


Quem é ela, quem é ela?


Eu vejo tudo enquadrado, remoto controle.





A
Ilustrações retiradas da internet (Google Imagens).