Inspirada e cutucada pela blogueira sensível Ragiane (Design & Decoração), vai aqui minha vesperata da Primavera, que faço em homenagem ao ipê amarelo (esse aí da foto), minha árvore, cujo exemplar cresce vigoroso lá no sítio e em todo o cerrado mineiro (ainda):
"Sou do cerrado. Do sertão mineiro que inspirou Guimarães Rosa. Tanto que foi na cidade em que cresci - Corinto - e na em que nasci e vivi por 15 anos - Curvelo, que foram gravadas as principais cenas da minisérie global "Grande Sertão: Veredas", retirada da obra-prima desse mestre das letras. Assim como tenho orgulho disso, tenho também um prazer enorme em contemplar os ipês amarelos que florecem entre agosto e setembro. Como o mandacaru, que "fluora na cerca" anunciando que a chuva chega no sertão (ai que linda poesia de Gonzagão e Zé Dantas!), aqui nessas bandas o ipê florece garboso no meio do cerrado, nas praças e ruas, berrando com suas flores de amarelo-gema: "sorriam, a Primavera está chegando, minha gente!". E aí não tem quem não se alegre, que não tire do rosto nem que seja uma lasca de riso, que não desfrise o cenho, que não tire o risco da testa ao colorir os olhos com tamanha formosura. Debaixo do céu de inverno de um azul celestial gritante, tinge o ipê as nossas vistas e as calçadas com seus raios emprestados do sol. Aos ipês devoto a nossa condição de princesas e rainhas do sertão. Porque em agosto a magia da transformação nos retira do casulo amarronzado como as crisálidas que se dão o direito de brilhar também. E vamos, nas manhãs de agosto, pisando nos raios solares em forma de flores pelo chão, como deusas. Vejam só: nós, mulheres simples do sertão mineiro.
Contemplar um ipê no auge de sua floração é como se tivesse à vista humana sido dada a permissão de contemplar o astro-rei na sua glória. Porém, sem sofrimento algum, sem termos que enlouquecer como Van Gogh em seus surtos de amarelo. O cerrado, retorcido e brusco, amolece e nos abraça, com pingos de sol disfarçados em ipês florindo aqui e ali, em meio ao cinzel e à mata verde-oliva. E assim, para nós, do cerrado mineiro aqui fincado sob o sol escaldante, a Primavera tem a sua majestade antecipada, como se, agradecida por ainda lhe permitirmos a visita, quisesse partilhar conosco um de seus grandes tesouros."
Lidiana Braziolli
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segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Vesperata em amarelo
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011
O fim da barriga?
Pois então. Todo dia tem novidade nesse mundo de Deus. Mas essa promete abalar as estruturas da estética. Você já pensou poder perder centímetros e mais centímetros na barriguinha (ou barrigão) comendo brócolis e couve-flor? Pois tem médico renomado aí que jura que isso é possível.
Os médicos americanos C.W. Randolph e Genie James, escreveram um livro chamado De Pneuzinho a Tanquinho - Como os Hormônios Somam Centímetros à Sua Cintura. E está lá a receita de uma comidinha bem caseira como o top de linha na hora de perder a barriga e tornar mais fácil a sua transformação em um tanquinho ou, pelo menos, bem mais atraente. Quer saber qual é, né? Então a gente aqui adianta pra você:
Misture uma colher (de sopa) de shoyu light (aquele molhinho escuro japonês) com 3 colheres de suco de lima-da-pérsia (não precisa ir à Pérsia, é só ir ao supermercado ou ao mercado central da sua cidade que hoje tudo se acha); ponha duas colheres (de chá) de mel e reserve esse molhinho.
Agora cozinhe uma xícara de brócolis e uma de couve-flor até que elas fiquem al dente. Escorra e acrescente o molhinho que você fez, uma pitada de sal e pimenta calabresa a gosto.
Segundo os tais doutores, essa misturinha serve pra regular a quantidade de hormônios e isso acaba com os distúrbios que criam aquela famosa barriga. Só testando pra ver, né? O bom é que a receita é baratinha, mas o livro tem mais coisas que ajudam. A dica é da Revista CLÁUDIA, do mês de agosto.
Os médicos americanos C.W. Randolph e Genie James, escreveram um livro chamado De Pneuzinho a Tanquinho - Como os Hormônios Somam Centímetros à Sua Cintura. E está lá a receita de uma comidinha bem caseira como o top de linha na hora de perder a barriga e tornar mais fácil a sua transformação em um tanquinho ou, pelo menos, bem mais atraente. Quer saber qual é, né? Então a gente aqui adianta pra você:
Misture uma colher (de sopa) de shoyu light (aquele molhinho escuro japonês) com 3 colheres de suco de lima-da-pérsia (não precisa ir à Pérsia, é só ir ao supermercado ou ao mercado central da sua cidade que hoje tudo se acha); ponha duas colheres (de chá) de mel e reserve esse molhinho.
Agora cozinhe uma xícara de brócolis e uma de couve-flor até que elas fiquem al dente. Escorra e acrescente o molhinho que você fez, uma pitada de sal e pimenta calabresa a gosto.
Segundo os tais doutores, essa misturinha serve pra regular a quantidade de hormônios e isso acaba com os distúrbios que criam aquela famosa barriga. Só testando pra ver, né? O bom é que a receita é baratinha, mas o livro tem mais coisas que ajudam. A dica é da Revista CLÁUDIA, do mês de agosto.
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quarta-feira, 20 de julho de 2011
Paris é logo ali

Senti uma coisa danada de boa quando li hoje, agorinha mesmo, o post da Betty Gaeta, no seu Gosto Disso.
Dei de cara com esse casal aí do lado, a mão dele quase se fechando na circunferência da cintura da moça, os narizes quase colados, as pernas numa quase abertura... Ai... os quase do tango argentino são o que há de mais eloquente e quente nessa escultura dos irmãos valencianos Lladró, cujo trabalho impressionante está descrito pela Betty em seu post.
Não resisti e puf: postei o link aqui e essa figura apaixonante pra começar o dia cheio de paixão e nostalgia. Digo isso porque, como relatei à Betty, vi dessas esculturas quando era criança, na casa da diretora da minha escolinha. Jamais pensei vê-las alçadas assim em voo cibernético no século XXI. Pra vocês verem como a gente subestima as pequenas coisas dessa vida. Bom dia a todos!
PS: dá só uma olhada nas panturilhas da moçoila aí do tango. Nem todas as academias do mundo produziriam tal beleza...
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