Gente, gente! Lili ta numa correria geral. Tô devendo a receita da CAIPITICABA (não tinha máquina pra fazer a foto, aí danou-se tudo, porque post sem foto, não dá, né?).
Então, esse aqui é só pra falar do mega sorteio da DECORA CLUBE, loja di-vi-na que dará lindas peças de décor em dezembro pra quem entrar lá e votar no blog mais querido. Eu já votei no meuzinho, ta? São oito blogs fofos (alguns que eu amo mesmo e que tenho aqui na minha lista de favoritos e isso dificultou muito a minha escolha). Pois é. Passei só dar a notícia e espalhar a ideia. Clica aí no link e entra lá e vota já!
Bj e me bloga!
PS: a receita eu juro de pés juntos que vou dar até amanhã, ok?
textos, imagens, sons e ideias pra você pensar, se distrair, comentar, compartilhar, usar e abusar, tornando seu dia-a-dia melhor
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Tem sorteio na Decora Clube
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segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Vesperata em amarelo
Inspirada e cutucada pela blogueira sensível Ragiane (Design & Decoração), vai aqui minha vesperata da Primavera, que faço em homenagem ao ipê amarelo (esse aí da foto), minha árvore, cujo exemplar cresce vigoroso lá no sítio e em todo o cerrado mineiro (ainda):
"Sou do cerrado. Do sertão mineiro que inspirou Guimarães Rosa. Tanto que foi na cidade em que cresci - Corinto - e na em que nasci e vivi por 15 anos - Curvelo, que foram gravadas as principais cenas da minisérie global "Grande Sertão: Veredas", retirada da obra-prima desse mestre das letras. Assim como tenho orgulho disso, tenho também um prazer enorme em contemplar os ipês amarelos que florecem entre agosto e setembro. Como o mandacaru, que "fluora na cerca" anunciando que a chuva chega no sertão (ai que linda poesia de Gonzagão e Zé Dantas!), aqui nessas bandas o ipê florece garboso no meio do cerrado, nas praças e ruas, berrando com suas flores de amarelo-gema: "sorriam, a Primavera está chegando, minha gente!". E aí não tem quem não se alegre, que não tire do rosto nem que seja uma lasca de riso, que não desfrise o cenho, que não tire o risco da testa ao colorir os olhos com tamanha formosura. Debaixo do céu de inverno de um azul celestial gritante, tinge o ipê as nossas vistas e as calçadas com seus raios emprestados do sol. Aos ipês devoto a nossa condição de princesas e rainhas do sertão. Porque em agosto a magia da transformação nos retira do casulo amarronzado como as crisálidas que se dão o direito de brilhar também. E vamos, nas manhãs de agosto, pisando nos raios solares em forma de flores pelo chão, como deusas. Vejam só: nós, mulheres simples do sertão mineiro.
Contemplar um ipê no auge de sua floração é como se tivesse à vista humana sido dada a permissão de contemplar o astro-rei na sua glória. Porém, sem sofrimento algum, sem termos que enlouquecer como Van Gogh em seus surtos de amarelo. O cerrado, retorcido e brusco, amolece e nos abraça, com pingos de sol disfarçados em ipês florindo aqui e ali, em meio ao cinzel e à mata verde-oliva. E assim, para nós, do cerrado mineiro aqui fincado sob o sol escaldante, a Primavera tem a sua majestade antecipada, como se, agradecida por ainda lhe permitirmos a visita, quisesse partilhar conosco um de seus grandes tesouros."
Lidiana Braziolli
"Sou do cerrado. Do sertão mineiro que inspirou Guimarães Rosa. Tanto que foi na cidade em que cresci - Corinto - e na em que nasci e vivi por 15 anos - Curvelo, que foram gravadas as principais cenas da minisérie global "Grande Sertão: Veredas", retirada da obra-prima desse mestre das letras. Assim como tenho orgulho disso, tenho também um prazer enorme em contemplar os ipês amarelos que florecem entre agosto e setembro. Como o mandacaru, que "fluora na cerca" anunciando que a chuva chega no sertão (ai que linda poesia de Gonzagão e Zé Dantas!), aqui nessas bandas o ipê florece garboso no meio do cerrado, nas praças e ruas, berrando com suas flores de amarelo-gema: "sorriam, a Primavera está chegando, minha gente!". E aí não tem quem não se alegre, que não tire do rosto nem que seja uma lasca de riso, que não desfrise o cenho, que não tire o risco da testa ao colorir os olhos com tamanha formosura. Debaixo do céu de inverno de um azul celestial gritante, tinge o ipê as nossas vistas e as calçadas com seus raios emprestados do sol. Aos ipês devoto a nossa condição de princesas e rainhas do sertão. Porque em agosto a magia da transformação nos retira do casulo amarronzado como as crisálidas que se dão o direito de brilhar também. E vamos, nas manhãs de agosto, pisando nos raios solares em forma de flores pelo chão, como deusas. Vejam só: nós, mulheres simples do sertão mineiro.
Contemplar um ipê no auge de sua floração é como se tivesse à vista humana sido dada a permissão de contemplar o astro-rei na sua glória. Porém, sem sofrimento algum, sem termos que enlouquecer como Van Gogh em seus surtos de amarelo. O cerrado, retorcido e brusco, amolece e nos abraça, com pingos de sol disfarçados em ipês florindo aqui e ali, em meio ao cinzel e à mata verde-oliva. E assim, para nós, do cerrado mineiro aqui fincado sob o sol escaldante, a Primavera tem a sua majestade antecipada, como se, agradecida por ainda lhe permitirmos a visita, quisesse partilhar conosco um de seus grandes tesouros."
Lidiana Braziolli
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