terça-feira, 19 de julho de 2011

Tô enrolada!


Viram aí? Culpa da Kika Reichert, cujo blog eu sigo de pé junto. Como não se deixar enrolar nessas cores e no calor desses carreteis de madeira? Daqui a pouco viro gata e saio puxando um a um esses fios... Miau...

Fiquei sabendo e gostei


Pra começar o dia, tem sorteio no blog Arquitrecos. Motivo: inauguração da loja de uma mocinha simpática lá de Brasília, chamada Carla Maciel. Bom, né? A moça é prendada e boa de negócio. Por isso, vai aqui o recado pra quem quer um espelho de bolinhas que é a cara da dona do blog. Já tô concorrendo que eu não sou  besta e nem quadrada pra ficar parada. Vai lá, gente, que o mundo é uma bola e tem um tantão de gente querendo...

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A sustentável leveza da casa...


Então. Vi isso no blog Arquitetando na Net e não resisti. Postei. Linda a ideia de fazer uma casa de palha e terra. Lembrei-me do tempo da minha avó, meu tempo de criança, em que brincava na casa da adobe lá em Curvelo, interiorzão mineiro. A casa tem mais de cem anos e ainda ta lá, firme e forte, com meu pai dentro, setentão enxutaço.
Casa boa de morar é casa leve, com alegria e cores que nos tragam paz e vontade de ficar dentro. Se for feita de adobe, melhor ainda. Meu avô, o velho Braziolli, construiu muita casa assim. Frescas no verão, aconchegantes no inverno. Bem apropriadas ao nosso clima e totalmente apropriadas ao nosso tempo. Mais ecológicas, impossível. Quer dizer... com um bom aquecimento a serpentina para as águas do chuveiro ou um sistema de aquecimento solar... só morando.
Então ta. Fica aí a dica de quem não entende patavina de arquitetura ou construção. Mas sabe muito bem o que é morar bem e de bem com a natureza. Bj.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Não resisti mesmo...

Gente, eu já tinha me despedido... mas não resisti de jeito nenhum a isso...esse, entre outros sons do Caro Emerald, é simplesmente delicioso... curtam  o resto da sexta e se inspirem para um martini ou coisa mais forte hoje à noite... ai que delíiiiiiicia..."a nigth like this"... é claro!

Não resisti

A gente pensa que é forte. E na maioria das vezes é mesmo. Mas de quando em vez,  vem de lá um ventim e pronto: olha nós no  chão outra vez. Como de tudo se tira proveito - e nisso reside, eu acho, a grande sabedoria dessa vida - façamos dessa ventania nossa aliada. Nada que uma boa "sombrinha" ou guarda-chuva não resolva e que um vestidinho florido não alegre. Calcemos todas as nossas botas e tratemos de dar um bom pontapé nas tristezas. Xô ranzinzas, que eu tô passando!
Pois então me vem a inspiração do blog da Rebeka que eu tive de postar ou meu dia não seria completo.


Santa Mary Poppins! Se eu me casasse de novo um dia, seria no campo e essas seriam minhas "damas". BOM FIM DE SEMANA PRA TODOS! Ah! Quase ia me esquecendo da trilha sonora. Tem de ser Matt Costa. Pra festa do casório: Sweet Rose. E pra viagem de lua de mel, Songs We Sings que está logo aí embaixo.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Sonhos não morrem


Pois é. Sumi. Me penitencio a mim mesma e a vocês, que já nem sei se passam por aqui. Mas me perdoem porque tudo tem um propósito. O Blog está prestes a sofrer mudanças radicais. Mudando de nome, de visual, ampliando seus horizontes, enfim, mudando de identidade. Você aí já deve ter sentido vontade de fazer isso alguma vez na vida ou ainda vai sentir essa vontade. Sumir e depois reaparecer linda e loira, de alma renovada.
Estou no meio da realização de um sonho. Alguém já disse - e eu vi isso no blog de uma colega de profissão - que ao sonho só basta que alguém acredite nele e aí: puf! Ele se realiza. Dessa colega também vem a explicação para o que vivo hoje, que é o trecho do poema da minha querida Adélia: 
" O sonho encheu a noite

Extravasou pro meu dia

Encheu minha vida

E é dele que eu vou viver

Porque sonho não morre."

Adélia Prado

Então ta. Volto pra ficar quando a casa estiver em sua mais perfeita ordem, viu. Até lá vou passando dia sim, dia não, pra postar umas coisinhas e matar a saudade.  Ah! o blog que me inspirou neste post é o Arrumadíssimo, da Isabela Kastrup. Quem quer saber como se realizam sonhos, é só passar lá. Bjs!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Lúcio sabia o que dizia

O livro "Crônica da Casa Assassinada" é considerado uma das obras literárias mais importantes do país. O autor, Lúcio Cardoso, nasceu em minha terrinha, Curvelo, considerada "porta do sertão mineiro", pelo grande Guimarães Rosa. Neste domingo, 15 de maio, ele foi tema de matéria interessante no Jornal mineiro Hoje em Dia. Um caro amigo e colaborador deste blog, Newton Vieira, me mandou a notícia anexa ao poema Receita de Homem, escrito por Lúcio Cardoso. O cara sabia do que estava falando. Uma receita tão boa, que a repito aqui, mas com algumas adaptações ao meu gosto. Você, fique à vontade para fazer o mesmo, com a licença poética que uma composição deste tipo permite, claro.  Portanto, eu já tenho a minha receita de homem perfeito. Alguém se habilita?

 RECEITA DE HOMEM


Depois deve ser alto,

sem lembrar o frio estilo da palmeira (mas que entenda-se por alto na horizontal, porque deve ter a medida exata do que me completa).

Moreno sem excesso para que se encontrem
tons de sol de agosto em seus cabelos. (Não recusaria jamais algo a la Denzel Washington, mesmo porque, com ele eu veria o sol até de madrugada...)

E nem louro demais para que, de repente
no olhar cintile algo da cigana pátria adormecida.
(Grisalho a la Ravier Barden não seria nada mal...)


E que tenha mãos grandes, para demorados carinhos
e adeuses que se retardem ao peso do próprio gesto.
Pés grandes, também, porque não,
para que os regressos sejam breves
e haja resistência para as conjuntas caminhadas. (Eu caminharia até o oriente médio com o ele - sem a Júlia Roberts do lado, claro).

Os olhos falem, falem sempre, falem
de amor, de ciúme, de morte ou traição.
Mas que falem. Porque o homem sem a música dos olhos
é como sepultura exposta ao Sol do meio-dia.
E que o riso relembre um pouco da infância,
para que se tenha, no fervor do beijo,
uma memória de pitanga e amora esmagadas.

(Quer sorriso mais encantador e sedutor do que esse aí?)












Ah, o corpo! Sucedam alvoradas ao longo do tórax gentil,

e escureça a penugem até o sexo velado.


(Mas não definitivamente.)



E o seu passo lembre a dança, mas com firmeza,
e o seu rastro fale de perfume, sem perfume,
e escorram pausados rios em seus flancos hieráticos.
(Dançaria pelo resto da vida se o par fosse o Banderas...)

 
E que ele cante, sem cantar,
por toda a sua humana contextura,
para que também em torno dele as coisas cantem,
quando, como o primeiro homem,
nu, ele se erguer defronte ao mar.



Canto do Rio, 3/XII/55