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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Sonhos não morrem


Pois é. Sumi. Me penitencio a mim mesma e a vocês, que já nem sei se passam por aqui. Mas me perdoem porque tudo tem um propósito. O Blog está prestes a sofrer mudanças radicais. Mudando de nome, de visual, ampliando seus horizontes, enfim, mudando de identidade. Você aí já deve ter sentido vontade de fazer isso alguma vez na vida ou ainda vai sentir essa vontade. Sumir e depois reaparecer linda e loira, de alma renovada.
Estou no meio da realização de um sonho. Alguém já disse - e eu vi isso no blog de uma colega de profissão - que ao sonho só basta que alguém acredite nele e aí: puf! Ele se realiza. Dessa colega também vem a explicação para o que vivo hoje, que é o trecho do poema da minha querida Adélia: 
" O sonho encheu a noite

Extravasou pro meu dia

Encheu minha vida

E é dele que eu vou viver

Porque sonho não morre."

Adélia Prado

Então ta. Volto pra ficar quando a casa estiver em sua mais perfeita ordem, viu. Até lá vou passando dia sim, dia não, pra postar umas coisinhas e matar a saudade.  Ah! o blog que me inspirou neste post é o Arrumadíssimo, da Isabela Kastrup. Quem quer saber como se realizam sonhos, é só passar lá. Bjs!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Oi!

Pois é. Fiquei esse tempo todo longe daqui desse espaço, mas tem uma justificativa. É que em tudo nessa vida é preciso aplicar um tantinho assim de distanciamento de quando em vez. Isso é o que minha professora de filosofia, Vanda, dizia ainda quando eu tomava aulas no Colégio das Irmãs Clarissas Franciscanas, lá em Corinto, interiorzão de Minas.
E ela tinha mesmo razão. A maravilhosa escritora Adélia Prado, que volta a nos brindar com um livro - Campo de Névoa  (Ed. Record) -  depois de dez anos sem publicações, disse em certa entrevista concedida a não me lembro quem, que ela tinha o hábito de testar a qualidade de seus escritos assim: escrevia e os esquecia na gaveta por uns tempos; depois voltava lá e lia. Se ainda fossem tão bons quanto no dia em que escreveu, é porque se podia publicar ou  mostrar a alguém. Pois então eu fiquei adepta desse método por um bom tempo, até conhecer esse tal de blogger. Aqui a gente vai pondo a tinta no papel, ou melhor, as palavras na tela, e antes mesmo de dar o ponto final as coisas já estão no mundo. Por isso, depois de passar semanas e semanas sem falhar um diazinho sequer, me deu aquele estalo da Adélia. Fiquei de longe, só olhando, passeando pelo mundo virtual alheio e passando os olhos no meu cantinho, enquanto também punha ordem na casa e nos meus pensamentos.
Hoje vou convidar todo mundo pra um chá, retomar as prosas e escrevinhanças. Como se diz na minha terra: inté!
*Biografia e foto tiradas do site Releituras.com