O ano começou bem antes de velho se despedir. A sensação era de que a necessária renovação - ritual que nós prezamos tanto - não quis esperar a chegada do 31 de dezembro. Veio a jato, apressada, antes do Natal. Minha vida mudou de novo. E, acho, para melhor. É o que espero.
Esperança, aliás, deveria ser meu segundo nome. Tenho fé. Disso não duvido. Fé nas pessoas e em mim. Fé em Deus e pé na tábua. Esse é o meu lema este ano. Mudar é bom, já disse isso aqui. Mudar de amores - e nisso inclui não ter amor nenhum a não ser por Deus, por si mesmo, pelos amigos sinceros e pela família que nos acolhe. Amor pela vida - esta e a futura. Isso também é bom.
Em 2010 mudei de cidade e de emprego. Em 2011 mudei de ares - quero respirar a liberdade e o afeto de pessoas mais verdadeiras, que gostem de dançar, ouvir boa música, conhecer gente interessante, fazer algo pelo próximo que não seja apenas dar uma esmola ou um cheque no fim do mês.
Quero trabalhar muito, mas também viajar, ir à praia, praticar um esporte, assistir ao show da minha banda preferida, tomar um pileque de lambrusco gelado de quando em vez na companhia de caros amigos. Quero plantar mais árvores, cuidar mais dos meus filhos, mostrar-lhes o caminho certo. Ter coragem para mudar o que puder ser mudado e sabedoria para discernir o que não pode ser modificado. Quero saber sofrer as dores com resignação, mas não com comodismo.
Quero escrever um livro, contribuir para um planeta mais saudável e menos materialista, quero progredir como gente - sendo feliz quando puder aqui e consquistar o mérito de ser muito mais feliz na vida que me está reservada noutro plano. Poder chegar à hora da partida com serenidade, certa de que fiz o meu melhor.
Esta é a minha lista de desejos para 2011. E você, já tem a sua?
Grande beijo e desculpe pelo tempo que fiquei afastada desse meu cantinho. Como a borboleta, eu precisava de um tempo pra me transformar...
textos, imagens, sons e ideias pra você pensar, se distrair, comentar, compartilhar, usar e abusar, tornando seu dia-a-dia melhor
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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
quinta-feira, 29 de julho de 2010
A pior das tempestades*
Algumas vezes caminhamos, curvados e trôpegos, enfrentando tempestades que a vida nos traz. E a primeira pergunta quase sempre é: de quem é a culpa?
A busca por um culpado pode nos tomar muito tempo. Ao invés de se buscar uma solução, buscamos o erro. Nesse caso, o erro do outro.
A sensação de fracasso diante de uma falta, de uma falha, de uma pedra em que se tropeçou, não é boa, reconheçamos. Não mintamos dizendo que esse peso não nos dói nas costas, que o vento não nos incomoda ou nos arrasta. Sim, isso é fato. E devemos encará-lo. Mas é possível que nem sempre sejamos firmes o bastante para agirmos de forma correta.
Ao recebermos o impacto da tormenta, não devemos nos deixar enfraquecer, pois as tormentas fazem parte do nosso dia-a-dia. Do processo da evolução do espírito e da mente humanas. Em alguns momentos será preciso envergar (aquela velha história do bambu...) para não quebrar. Isso não é um retrocesso. É um ato de sabedoria, ou na pior das hipóteses, uma estratégia de sobrevivência, muito mais benéfica que a revolta, o ressentimento ou o sentimento de fracasso e tristeza.
Após a passagem da tempestade, o sol volta a brilhar, a paz volta a reinar e percebemos que os estragos não foram tão grandes assim. E a gente está lá. Com as raízes no lugar. E mais fortes.
Então, ao sermos envolvidos pelas tempestades da vida, não nos deixemos arrancar de nossa fé, de nossa conduta moral correta, do caminho certo que começa a ser, lentamente, percorrido. Não se deve, por antecipação, deixar sentimentos inferiores tomarem conta do coração, porque eles são como ervas daninhas.
Devemos aguardar que a tempestade desabe, mesmo que ela o faça com toda a sua fúria.
Calma e confiantemente, aguardemos a bonança. Ela virá, com certeza.
A vida também é feita de pequenos ou grandes percalços, depende do prisma pelo qual olhamos.
A pior tempestade que pode desabar sobre nossas vidas é a da falta de fé, porque ela gera outras pequenas tormentas que se tornam grandes: o desânimo e a da falta de confiança em nós mesmos ou nos que amamos. Se estivermos firmes em nossa fé - e agirmos de boa fé - todas as outras tempestades nos parecerão pequenas ou, pelo menos, superáveis. E mais: serão momentos de construção e não de destruição.
Confiança, coragem e fé: sinônimos de grandeza de alma.
*Este texto foi adaptado de um outro, de mesmo título, enviado pelo Padre Marcelo Rossi, através de seu site www.padremarcelorossi.com.br
A busca por um culpado pode nos tomar muito tempo. Ao invés de se buscar uma solução, buscamos o erro. Nesse caso, o erro do outro.
A sensação de fracasso diante de uma falta, de uma falha, de uma pedra em que se tropeçou, não é boa, reconheçamos. Não mintamos dizendo que esse peso não nos dói nas costas, que o vento não nos incomoda ou nos arrasta. Sim, isso é fato. E devemos encará-lo. Mas é possível que nem sempre sejamos firmes o bastante para agirmos de forma correta.
Ao recebermos o impacto da tormenta, não devemos nos deixar enfraquecer, pois as tormentas fazem parte do nosso dia-a-dia. Do processo da evolução do espírito e da mente humanas. Em alguns momentos será preciso envergar (aquela velha história do bambu...) para não quebrar. Isso não é um retrocesso. É um ato de sabedoria, ou na pior das hipóteses, uma estratégia de sobrevivência, muito mais benéfica que a revolta, o ressentimento ou o sentimento de fracasso e tristeza.
Após a passagem da tempestade, o sol volta a brilhar, a paz volta a reinar e percebemos que os estragos não foram tão grandes assim. E a gente está lá. Com as raízes no lugar. E mais fortes.
Então, ao sermos envolvidos pelas tempestades da vida, não nos deixemos arrancar de nossa fé, de nossa conduta moral correta, do caminho certo que começa a ser, lentamente, percorrido. Não se deve, por antecipação, deixar sentimentos inferiores tomarem conta do coração, porque eles são como ervas daninhas.
Devemos aguardar que a tempestade desabe, mesmo que ela o faça com toda a sua fúria.
Calma e confiantemente, aguardemos a bonança. Ela virá, com certeza.
A vida também é feita de pequenos ou grandes percalços, depende do prisma pelo qual olhamos.
A pior tempestade que pode desabar sobre nossas vidas é a da falta de fé, porque ela gera outras pequenas tormentas que se tornam grandes: o desânimo e a da falta de confiança em nós mesmos ou nos que amamos. Se estivermos firmes em nossa fé - e agirmos de boa fé - todas as outras tempestades nos parecerão pequenas ou, pelo menos, superáveis. E mais: serão momentos de construção e não de destruição.
Confiança, coragem e fé: sinônimos de grandeza de alma.
*Este texto foi adaptado de um outro, de mesmo título, enviado pelo Padre Marcelo Rossi, através de seu site www.padremarcelorossi.com.br
terça-feira, 27 de julho de 2010
Gentileza: apoie esta causa
Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
A palavra no muro
Ficou coberta de tinta
Nós que passamos apressados
Pelas ruas da cidade
Merecemos ler as letras
E as palavras de Gentileza
Por isso eu pergunto
A vocês no mundo
Se é mais inteligente
O livrou ou a sabedoria
O mundo é uma escola
A vida é o circo
Amor palavra que liberta
Já dizia o profeta.
*Gentileza, música que integra o CD Memórias, Crônicas e Declarações de Amor, de Marisa Monte
O poema acima traz uma homenagem ao Profeta Gentileza, codinome de José Datrino, empresário do setor de transporte de cargas no Rio de Janeiro, que largou tudo - família, trabalho e bens - para se dedicar à missão de espalhar o amor e a gentileza. Vale dar um pulo no site Rio Com Gentileza e conhecer um pouco mais sobre ele - a história merece virar um longa - e, principalmente, absorver pelo menos um pouco do que sua mensagem nos traz. Apoie esta causa.
Pintaram tudo de cinza
A palavra no muro
Ficou coberta de tinta
Nós que passamos apressados
Pelas ruas da cidade
Merecemos ler as letras
E as palavras de Gentileza
Por isso eu pergunto
A vocês no mundo
Se é mais inteligente
O livrou ou a sabedoria
O mundo é uma escola
A vida é o circo
Amor palavra que liberta
Já dizia o profeta.
*Gentileza, música que integra o CD Memórias, Crônicas e Declarações de Amor, de Marisa Monte
O poema acima traz uma homenagem ao Profeta Gentileza, codinome de José Datrino, empresário do setor de transporte de cargas no Rio de Janeiro, que largou tudo - família, trabalho e bens - para se dedicar à missão de espalhar o amor e a gentileza. Vale dar um pulo no site Rio Com Gentileza e conhecer um pouco mais sobre ele - a história merece virar um longa - e, principalmente, absorver pelo menos um pouco do que sua mensagem nos traz. Apoie esta causa.
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