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quarta-feira, 16 de março de 2011

A vontade aparece

Pois é. Hoje quero falar sobre esse bichinho chamado vontade. Palavra esquisita essa, né? Já parou pra pensar no som que emitimos quando dizemos "von-ta-de"? Imagine um americando dizendo: "fountad". Um alemão: "von tad!!". E um japa: "vun-ta-de, né?". Norte-americanos, alemães e japoneses são de povos cuja força de vontade e poder de superação são citados como exemplos.

Brincadeiras e fonéticas à parte, essa palavrinha engraçada nos remete a outra deliciosa e ambígua: desejo. E o que é o desejo? Noossa... Desejar é muito bom, né... E realizar é melhor ainda, apesar de, em algumas situações muito específicas, o melhor da festa vir antes dela, se é que me entendem...
De vez em quando, até em coisas simples do dia a dia, temos de transformar nossa fome de gato em fome de leão e fazer as coisas acontecerem. É sobre esses desejos ou vontades ou sobre a falta deles que o texto abaixo fala.  O assunto foi tema de um informativo que elaborei em fevereiro destinado aos colaborades da empresa onde eu trabalho e está entre os preferidos dos nossos leitores. A autoria é desconhecida (se alguém souber, me informe, por favor!). Espero que gostem! Abracejos!

Quero falar sobre um cientista americano chamado William James, considerado o pai da psicologia moderna. Ele foi professor de psicologia e de filosofia da Universidade de Harvard, que como você sabe é uma das mais conceituadas e sofisticadas do mundo.
Uma vez foi perguntado ao Dr. James: "Em sua opinião, qual foi a descoberta científica mais importante no campo do desenvolvimento humano?".
"Até bem pouco tempo atrás - disse ele - pensava-se que, para agir, você tinha antes que sentir. Hoje nós sabemos que o contrário também é verdadeiro: você começa a agir e a vontade aparece.
Essa é a descoberta científica mais importante no campo do desenvolvimento humano. Se uma dona de casa está com preguiça de arrumar a gaveta, quando ela começa a fazer esse serviço dá vontade de arrumar todo o armário. Ela arruma o armário e dá vontade de arrumar o quarto. Arruma o quarto e dá vontade de arrumar a casa, embora no início tivesse preguiça de arrumar a gaveta.
Na vida também é assim: tem gente que passa a vida esperando ter vontade para fazer algo. Sabe qual é o segredo? Comece a fazer que a vontade aparece. Se você for esperar a vontade aparecer, vai ficar parado a vida inteira.
O agir e o sentir formam uma via de mão dupla, que tanto pode ir num sentido como no outro. Você pode começar a fazer alguma coisa e a vontade aparecer ou pode ter vontade e então fazer alguma coisa.
Mas se você ficar esperando a vida inteira - poderá passar uma vida em vão. Tem gente que passa a vida dizendo: ‘Um dia eu vou abrir uma empresa...’ E nunca realiza o sonho. O segredo não é esperar para fazer: é fazer que a vontade aparece. Está sem vontade de fazer algo? Comece a fazer que a vontade aparece".
William James estava certo - essa foi uma das descobertas mais importantes no desenvolvimento humano nos últimos 100 anos, porque graças a essa constatação você pode começar agora mesmo a fazer aquilo que nem está com vontade, mas que sabe ser importante.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

A pior das tempestades*

Algumas vezes caminhamos, curvados e trôpegos, enfrentando tempestades que a vida nos traz. E a primeira pergunta quase sempre é: de quem é a culpa?
A busca por um culpado pode nos tomar muito tempo. Ao invés de se buscar uma solução, buscamos o erro. Nesse caso, o erro do outro.
A sensação de fracasso diante de uma falta, de uma falha, de uma pedra em que se tropeçou, não é boa, reconheçamos. Não mintamos dizendo que esse peso não nos dói nas costas, que o vento não nos incomoda ou nos arrasta. Sim, isso é fato. E devemos encará-lo. Mas é possível que nem sempre sejamos firmes o bastante para agirmos de forma correta.
Ao recebermos o impacto da tormenta, não devemos nos deixar enfraquecer, pois as tormentas fazem parte do nosso dia-a-dia. Do processo da evolução do espírito e da mente humanas. Em alguns momentos será preciso envergar (aquela velha história do bambu...) para não quebrar. Isso não é um retrocesso. É um ato de sabedoria, ou na pior das hipóteses, uma estratégia de sobrevivência, muito mais benéfica que a revolta, o ressentimento ou o sentimento de fracasso e tristeza.
Após a passagem da tempestade, o sol volta a brilhar, a paz volta a reinar e percebemos que os estragos não foram tão grandes assim. E a gente está lá. Com as raízes no lugar. E mais fortes.
Então, ao sermos envolvidos pelas tempestades da vida, não nos deixemos arrancar de nossa fé, de nossa conduta moral correta, do caminho certo que começa a ser, lentamente, percorrido. Não se deve, por antecipação, deixar sentimentos inferiores tomarem conta do coração, porque eles são como ervas daninhas.
Devemos aguardar que a tempestade desabe, mesmo que ela o faça com toda a sua fúria.
Calma e confiantemente, aguardemos a bonança. Ela virá, com certeza.
A vida também é feita de pequenos ou grandes percalços, depende do prisma pelo qual olhamos.
A pior tempestade que pode desabar sobre nossas vidas é a da falta de fé, porque ela gera outras pequenas tormentas que se tornam grandes: o desânimo e a da falta de confiança em nós mesmos ou nos que amamos. Se estivermos firmes em nossa fé - e agirmos de boa fé - todas as outras tempestades nos parecerão pequenas ou, pelo menos, superáveis. E mais: serão momentos de construção e não de destruição.
Confiança, coragem e fé: sinônimos de grandeza de alma.
*Este texto foi adaptado de um outro, de mesmo título, enviado pelo Padre Marcelo Rossi, através de seu site www.padremarcelorossi.com.br