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terça-feira, 3 de setembro de 2013
PINGO D'ÁGUA
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domingo, 1 de setembro de 2013
APARA-DORES
Bom, esse post já deveria ter sido feito há pelo menos três semanas, mas nunca é tarde para contar coisas boas aos amigos, não é? Passei esse tempo aparando as dores de ter um membro da família dodói - AVC são três letrinhas que não significariam muita coisa separadas, mas juntas fazem um estrago e tanto na vida da gente. Falando em dores, calha bem esse novo uso para um velho móvel de pau-ferro que encontrei jogado no fundo do quintal do meu pai. Era um balcão onde meu avô Braziolli, marceneiro de mão cheia, aprontava das suas. Não fotografei o dito cujo na sua vida pregressa (rsrsrs). Mandei o carroceiro lá buscar e o moço quase não acreditou quando eu disse que ia aproveitar aquilo. "Ô, Dona Lidiana, a sinhora não incomoda d'eu perguntar modequê a senhora vai querê esse troço todo sujo de lama e velho, não?", falou ele enquanto me ajudava a carregar "o troço" pra dentro de casa. Aí eu contei que ia "botar as minhas dores pra correr, usando velhas lembranças do meu tempo de criança". Ele ficou sem entender do mesmo jeito. Mas disse que ia voltar pra ver o resultado. Sabe que agora, vendo o móvel na minha sala da janta, cheguei à conclusão de que não haveria mesmo um nome mais adequado para essa coisa. APARADOR - que bem podia ser escrito assim: APARA-DORES. Porque foi enquanto eu pus a mão nele, pra transformá-lo em algo bom e útil, que eu pensei nas minhas dores mais sentidas. Lavei, lixei, retirei umas coisas que estavam podres, deixei apenas o que prestava, a madeira boa e forte que nem prego conseguia perfurar. Pintei, lixei de novo, envernizei. Sem perceber, fiz o mesmo comigo. Daí, também concluí que com gente tem uma diferença: coração de gente às vezes é pior que pau-ferro. Tem de ter uma paciência danada e mesmo depois de todo o trabalho, é preciso de vez em quanto refazer ou retocar, pra que o brilho da alma não seja apenas um vernizinho por fora. E aí está, pra vocês e pro seu Zé da Carroça, o resultado. Compartilho porque achei bastante interessante como resgatei o que há de melhor em mim, enquanto resgatava esse móvel do fundo do quintal do meu velho pai. Beijos e um abraço quente a todos.
Uma velha porta de armário de cozinha que uma amiga lá de Beagá me deu faz mais de um ano...
Dá pra imaginar o que vai acontecer com ela?
Escova pra a limpeza...
Água e esforço físico limpam tudo...até a alma
Uma velha porta de armário de cozinha que uma amiga lá de Beagá me deu faz mais de um ano...
Tirei o puxador...
Dá pra imaginar o que vai acontecer com ela?
Pincel e tinta látex branca (latinha pequena, Coral, 23,00, na Nova Cores)
O branco é a cor da paz mesmo...
Enquanto branqueio o velho móvel, algumas outras coisas também vão ficando claras...
Um pouco de tinta azul-pacífico (também da Coral, 23,00, na Nova Cores) e lixa fina pra dar uma carinha de móvel de fazenda usado, transformaram o antigo balcão de marceneiro do meu avô Braziolli e fez um conjunto bem bonitinho com os meus banquinhos velhos, que pintei com as crianças há uns dez anos...
Meu aparador agora apara muitas coisas boas: a garrafa de vodka tem um azul tão lindo que não resisti - virou vasinho de flores de madeira lá de Cabo Frio (RJ), que ganhei da minha tia-amiga-comadre Ana Maria. As galinhas de madeira são da Oficina Dedo de Gente (Curvelo-MG), o boizinho de cerâmica é da Natal (RN), o porta-balas de vidro trabalhado ganhei da minha irmã, Giovanna, o porta-retratos carrega as fotos antigas da família - incluindo uma da formatura da minha mãezinha, ainda no curso de Magistério do Colégio das Clarissas Franciscanas (Corinto-MG), e embaixo, a bandeja de vidro e crochê - um trabalho lindo feito pela minha prima Ana Paula (Goiânia - GO).
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terça-feira, 27 de agosto de 2013
A MEDIDA, A COR E A CARA DA FELICIDADE
Lili tem certeza de que a Felicidade é amarela. E a certeza aumentou com esta imagem. Esta é pra você que está láaaaa do outro lado das Américas, mais precisamente em Chicago (EUA), onde a exposição “The Happy Show”, feita pelo designer gráfico Stefan Sagmeister, está causando.
O artista põe a gente pra pensar sobre o que é essa tal de F-E-L-I-C-I-D-A-D-E e sobre o quanto somos felizes. Mas você, que como eu está por bandas tupiniquins também pode ver um pouco do que há por lá (uma das vantagens desse mundo globalizado, iupi!!!) acessando o zupi.com.br. A foto aí é deles e já dá por a gente pra pensar um tiquim, né não?
O artista põe a gente pra pensar sobre o que é essa tal de F-E-L-I-C-I-D-A-D-E e sobre o quanto somos felizes. Mas você, que como eu está por bandas tupiniquins também pode ver um pouco do que há por lá (uma das vantagens desse mundo globalizado, iupi!!!) acessando o zupi.com.br. A foto aí é deles e já dá por a gente pra pensar um tiquim, né não?
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| Uma das instalações da “The Happy Show”, fdo designer gráfico Stefan Sagmeister (foto: www.zupi.com.br) |
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SAÚDE E EDUCAÇÃO: BRASIL É SINÔNIMO DE RITALINA
Humberto Monteiro, jovem advogado curvelano, atuante e preocupado com grandes questões da sociedade, recentemente, em bate-papo inbox, na rede social Facebook, trocou ideias com a Lili sobre o uso indiscriminado do medicamento conhecido como Ritalina e o aumento das indicações desse medicamento em Curvelo - inclusive com consequências diretas para o Poder Público Municipal, que é obrigado, através de ações na justiça, a fornecê-lo às crianças diagnosticadas com TDAH - Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade. Leia e fique por dentro do que pensam profissionais da medicina e educação, como a pediatra da UNICAMP, Maria A. A. Moysés (foto), que é contra o uso indiscriminado desse medicamento.
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A LIÇÃO DA TARTARUGA
Terça é dia de reciclar. Vamos trabalhar hoje as já muito divulgadas garrafas pet. Tá. Você já ta cansado de ver isso. Mas essa ideia é pra aqueles dias em que a criançada está agitada, precisando de alguma coisa pra fazer e todas as suas alternativas já se esgotaram! Olha só que fofas essas tartaruguinhas, que o pessoal da Revista do Artesanato inventou pra gente se divertir com os filhotes, sobrinhos, netos e afilhados! Quer saber direitinho como faz e copiar outras ideias? Entra lá! Mas...enquanto faz o brinquedinho, reflita: na vida é preciso também reciclar as ideias. Ficar parado pensando sempre nas mesmas coisas pode dar num monte teia de aranha na cabeça... Observe as tartarugas. Até elas, que são tão vagarosas, chegam aos seus objetivos caminhando, caminhando, importando-se menos com a velocidade do caminhar e mais com o lugar onde quer chegar. Beijo da Lili.
Fonte: http://www.revistaartesanato.com.br/reciclagem/brinquedo-reciclado-tartaruguinha-feita-com-garrafa-pet/
domingo, 25 de agosto de 2013
Conto nº 13 - O LIVRO DE LILI
Um quadro se desenhava à frente da propriedade. Era triste a noite, mas não era de todo. Entre a cortina de nuvens que ia se formando no alto, bem próximo, o clarão da aurora formava um véu de luz e sonho no qual ela firmava os olhos. Ali depositava a esperança que julgou perdida até então.
As luzes do caminho até o aeroporto ainda estavam piscando, como vagalumes: chamando, chamando...
Saudade era um sentimento esquisito pra ela, que não sabia pensar naquela língua tão peculiar e confusa. Mas ainda assim, sentia. Com tamanha força era, que nem um pequeno pensamento conseguia disfarçar o ardor que lhe ia no peito. Devia mesmo ser assim o sentir da saudade. Devia mesmo ser. Na sombra da noite via tantos contornos parecidos com as coisas de que gostava ou mesmo das coisas que temia, que o sonhar já não carecia de ter os olhos abertos. No lume do fim do horizonte residia algo que a mantinha ali, querendo ir. Morrer devia ser parecido com isso: um querer muito sem saber bem o quê, misturado com vontade e medo. Um ir-e-ficar misturados, como se a vida estivesse pendurada no tênue fio que separa a madrugada da manhã.
(Conto nº 13 - O LIVRO DE LILI - Foto: Arthuro Braziolli)
As luzes do caminho até o aeroporto ainda estavam piscando, como vagalumes: chamando, chamando...
Saudade era um sentimento esquisito pra ela, que não sabia pensar naquela língua tão peculiar e confusa. Mas ainda assim, sentia. Com tamanha força era, que nem um pequeno pensamento conseguia disfarçar o ardor que lhe ia no peito. Devia mesmo ser assim o sentir da saudade. Devia mesmo ser. Na sombra da noite via tantos contornos parecidos com as coisas de que gostava ou mesmo das coisas que temia, que o sonhar já não carecia de ter os olhos abertos. No lume do fim do horizonte residia algo que a mantinha ali, querendo ir. Morrer devia ser parecido com isso: um querer muito sem saber bem o quê, misturado com vontade e medo. Um ir-e-ficar misturados, como se a vida estivesse pendurada no tênue fio que separa a madrugada da manhã.
(Conto nº 13 - O LIVRO DE LILI - Foto: Arthuro Braziolli)
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
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