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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Era uma vez...Um palet, dois caixotes de feira e uma galinha

Então. Fim-de-semana de novo e Lili tinha um monte de coisas a fazer (pra variar). Sábado, um corre-corre, casamento de amiga (aliás, tão lindo que deu vontade de casar também) e faxina a fazer. Domingo, tarde do dia, planos frustrados: adeus ida à casa nova da minha amiga Ana.  Aí, entre uma arrumação aqui e outra ali, depois de me dar conta de que o fim-de-semana tava mesmo no fim, nada restou senão capitalizar o resto do domingão fazendo algo que me deixasse menos inútil. Finalmente os caixotes recolhidos na rua da amargura iam ocupar seu lugarzinho ao sol. Melhor: à sombra. Mais exatamente no meu banheirinho, que agora sorri de feliz pela repaginada. Tava mesmo, desde que mudei pra cá, precisadíssimo de um up.

O terrível "antes": vamo combinar que as coisas não iam nada bem. Banheiro pequeno  e antigo não é sinônimo de banheiro feio. A gota d'água foi o armário abaixo da pia cair (por causa de um vazamento que descobri tarde).

O "depois"! Atenção para o detalhe: a latinha que gentilmente abriga a flor-de-maio saiu de debaixo da pia da cozinha (ficava com a esponja de lavar pratos antigamente).

A toalhinha rendada é forrinho de plástico 1,99, que cortei ao meio e a Jurema (essa simpática galinha de cerâmica pintada a mão que trouxe de Curvelo) faz parte da minha coleção de cocós - sim, eu faço coleção de galinhas e nenhuma delas tem preconceito com fazer poleiro em banheiro, desde que ele seja simpático...

E, finalmente, os caixotinhos de feira que nem tive o trabalho de pintar, porque depois que pus rodízios e ajeitei pra ver se ficavam bons, gostei do resultado na cor natural (estavam tão limpinhos que deixei assim mesmo, nem me importei com os grampos aparecendo, porque acho que ficou tipo "sou de feira mesmo, e daí?", além de combinar com as suculentas).
Então? O que acharam?  Se tem um banheirinho pra repaginar...Nada que um palet, dois caixotes e uma galinha não resolvam com um pezinho nas costas ..rsrs...



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Era uma vez um criado-mudo

Fim de semana e Lili tem muita coisa a fazer em casa. Sábado cedinho, mãos à obra. Lava, limpa, passeia com Morena, prepara café, acorda a perrada para a mutirão doméstico, lê jornal, um faz-tudo. De repente... numa trégua, eis que Lili olha para o cantinho do quarto. Ali, solitário, um criado-mudo, mudinho da silva. Tadinho, resgatado de um topa-tudo sob promessas de vida nova, recebeu há mais de um ano uma mão de tinta vermelha. E só. Caladinho como é, não dizia nada, mas ficava olhando com olhos de pidão para sua dona, que não percebia a urgência de se fazer uma transformação. Pois aí começava então a história do Criado-mudo e a fada cega Lili. E aqui vocês vão ver que, sob inspiração de vários amigos blogueiros esparramados pelo mundo, o criado deixou de ser mudo e triste e Lili mostrou que cegueira da alma também se cura, com tecidos, bolinhas, fitas, rolhas de cortiça e cola quente.

Primeiro, tinta branca no tampo. Seco, foi só aplicar o tecido, fazendo um composê de bolinhas rosa e marrom. Usei cola branca extra diluída em um tinquinho de água, viu?

E dá-lhe cola quente pra aplicar um viés xadrezinho pra dar um acabamento mega lindo no bichinho...

Olha só como a carinha dele já foi merolhando...

 Aí, sabem aquelas rollhas que a gente vai guardando, querendo fazer alguma coisa com elas? Pois elas acharam seu destino. E o encontro foi lindo demais! De rolhas descartáveis para lindos puxadores. Foi só usar um parafuso com a cabeça maior e travar as danadinas...

Olhem só como foi um casamento perfeito! Mas ainda tinha mais... pintadinhas de branco, as olhas ficaram mais simpáticas e alegres.

 As gavetas, louquinhas para dar vez e voz ao criadinho-mudo, ficaram muito mais felizes e falantes depois de uma repaginada com tecido de bolinha e fitinha xadrez.

Não ficou um mimo? (a foto é que só sabe ficar assim...deitadinha...)

Agora só falta pintar as paredes pro cenário ficar perfeito. Mas isso já é uma outra história...