Hoje estou feliz que nem criança quando ganha um doce, como menino que consegue apanhar aquela fruta que estava lá no galho mais alto, como uma menina que fica sentada no muro comendo um pedaço de bolo que acabou sair do forno, balançando os pés como se nada no mundo mais importasse. É aquela felicidade que ainda não é "a" felicidade, mas que já é um começo, uma luzinha brilhando como quando a gente ta andando no meio do mato e acha uma fruta no chão e aí fica alegre, mas logo pensa na árvore cheia de frutos iguaizinhos e frescos. Os olhos brilham. Pois é. Enquanto a gente não acha a árvore, vai ficando alegrinho, alegrinho, só imaginando o resto. E essa é a minha sensação agora.
Estou curtindo esse momento. E rezando para que eu chegue logo ao pé da árvore.
Você, aí, do outro lado, já se sentiu assim? Em que momentos da sua vida te deu esse comichão de criança de pé no chão caçando fruto no meio do mato? Ou que subiu no muro pra roubar a fruta do vizinho? Já sentiu esse gostinho? Pois então sabe bem do que estou falando.
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Felicidade de pés descalços
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terça-feira, 24 de agosto de 2010
Preciso de coisas belas
Tom já cantava: "é melhor ser alegre do que triste/a alegria é a melhor coisa que existe". E ele tinha toda a razão. Meu coração tropical está partido de neve, doidinho pelo calor da alegria. Tenho ficado meio melancólica esses dias. O tal do inferno astral não perdoa. Hoje são 24 e eu já estou de asinha caída...
Comi uma barrinha de chocolate. Não resolveu... Prazeres momentâneos são momentâneos. Ces't la vie! Mas não há de ser nada. Amanhã tô boa. Falta de dinheiro, dor de cabeça e cara feia me deixam desalegre, mas não a ponto de perder o passo.
Enquanto Alegria não chega, vai aqui uma lembrança boa. Minha avó Lídia dizia: "nada como lembrança boa pra acalmar os pensamentos...". E tacava água de alfazema - ai que saudade! - que ela dizia ter cheiro de coisa boa e que limpava a alma da gente. Pois é, vó. A senhora aí de cima deve tá achando que sua neta aqui pirou na batatinha. Mas essa foto aí, tirada na década de 1970, me traz uma coisa boa que só vendo... Agachado ao meu lado (sim, essazinha aí com cara de desconfiança, sou eu) está o meu pai, depois de uma boa pescaria no Rio das Velhas (a anzol, vara e molinete, que fique claro, pois rede é coisa pra frouxo e inimigo do rio). Ao nosso lado, envergado sob o peso de um surubim pintado de 51kg, está o amigo de beira de rio, Dom Gê. Bons tempos, né meu pai?
Então. Só de ver, já me sinto melhor. Xô, bruxa do baixo astral!
Comi uma barrinha de chocolate. Não resolveu... Prazeres momentâneos são momentâneos. Ces't la vie! Mas não há de ser nada. Amanhã tô boa. Falta de dinheiro, dor de cabeça e cara feia me deixam desalegre, mas não a ponto de perder o passo.
Enquanto Alegria não chega, vai aqui uma lembrança boa. Minha avó Lídia dizia: "nada como lembrança boa pra acalmar os pensamentos...". E tacava água de alfazema - ai que saudade! - que ela dizia ter cheiro de coisa boa e que limpava a alma da gente. Pois é, vó. A senhora aí de cima deve tá achando que sua neta aqui pirou na batatinha. Mas essa foto aí, tirada na década de 1970, me traz uma coisa boa que só vendo... Agachado ao meu lado (sim, essazinha aí com cara de desconfiança, sou eu) está o meu pai, depois de uma boa pescaria no Rio das Velhas (a anzol, vara e molinete, que fique claro, pois rede é coisa pra frouxo e inimigo do rio). Ao nosso lado, envergado sob o peso de um surubim pintado de 51kg, está o amigo de beira de rio, Dom Gê. Bons tempos, né meu pai?
Então. Só de ver, já me sinto melhor. Xô, bruxa do baixo astral!
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