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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Não resisti

Seguinte, moçada: dei um tempo porque viajei, resolvi me dedicar ao papi, porque meu velho merece. Comemorou esse mês 74 de vida bem vivida e eu fiz questão de estar lá com ele. Aproveitei e comemorei por antecipação o meu - que ta chegando - satisfazendo um desejo do Seu Edson (vou ter a chance de comemorar mais duas vezes até chegar dia 19).
Então não vou negar que deixei o bloguito no vácuo por uns dias. Pra dizer a verdade, mal dei uma passadinha no Face pra atualizar e corri de volta para a realidade de poeira e poesia que a velha casa de mais de cem anos lá em Curvelo me oferece. Fui recompensada com beijo, abraço, música e queridos amigos em volta de uma mesa, debaixo dos pés de manga-espada e fruta-do-conde, que nos protegeu do sol causticante desses quatro meses sem chuva.
Mas antes de dar um abraço no velho, teve a viagem, que me rendeu ótimos momentos ao lado dos filhotes, numa dessas paradas de beira de estrada que afagam o apetite dos olhos, do estômago e da alma. Uma explosão de cores e sabores engarrafados e em exposição na venda disfarçada de restaurante,  que agora divido com vocês. Detalhe: a maioria das fotografias foram tiradas pela minha Carol. Todas com meu cel Samgung -  bendito seja - que saquei da bolsa assim que pus os olhos nessas coisas do sertão. O nome do lugar é Dagmar e fica às margens da rodovia BR 040, entre Paraopeba e o trevão de Curvelo, cá entrando no sertão mineiro. Pimenta-de-bode, pequi em polpa e óleo, pimenta-de-cheiro, uma fileira militar de mel em garrafa de Orloff , cachaça a granel vendida no barril com direito a degustação e as imperdíveis e atrevidas "Ferreirinhas" que de tão divertidas até nos fazem esquecer que lá dentro repousa a tal "cachaça de qualidade" do norte de Minas. Não resisti.









quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Não resisti




Celular em punho, bati os olhos nessa imagem. Um máquina bem velhinha, caquética mesmo, esperava, pacientemente por seus 15 minutos de fama, num canto do sítio de um amigo. Parede verde-pistache no fundo, banquinho de ardósia, chão de cimento queimado, não preciva de mais nada. Mas o amigo gostou das frutinhas fake que estavam perdidas no canto do fogão e da rosa fake que repousava solitária sobre a mesae juntou tudo. Aí o sol, esse nosso esplendor divino, resolveu descer a serra exatamente nesse instante e me deu de presente esse arranjo cultural. Não resisti: cliquei. Com a luz naturalmente pefeita, tudo se harmonizou. Bendito seja quem inventou o celular com câmera. A foto, claro, divido com vocês, dando à máquina velha da Dona Lourdes os seus minutos de glória aqui no bloguito e muitos anos de vida na parede do meu apê.  Não é um luxo?